A Viagem

Instalação Site-Specific.
Placas em borracha verde com frases gravadas.
Texto : Excertos de Fernando Pessoa.
Dimensões variáveis.

A intervenção Pública proposta para o Ascensor do Lavra (A Viagem) - Lisboa, é constituida por placas gravadas em borracha verde, colocadas nos bancos do mesmo ascensor, onde estão inscritas frases retiradas de poemas de Fernando Pessoa e outras da minha autoria que reflectem imagens, pensamentos e ideias sobre uma viagem.

A ideia de viagem, é desde logo imposta pela proprio funcionamento do objecto intervencionado, dessa forma proponho, com estas placas, uma reflecção introspectiva, filosofica, e ao mesmo tempo, vivêncial e fisica, das relações pessoas e interpessoais que se criam a quando de uma viagem. Pede-se ao publico/ passageiros que sejam eles próprios os agentes e os catalizadores da propria intervenção, ou melhor, é através deles que a peça se torna viva.
A leituras das placas, os olhares, as acções, etc destes passageiros, irá determinar a interveção, criando assim um lugar de encontros e de identificação colectiva para o público em geral. Este lugar de encontros, é desta forma enfatizado, pelas placas, e vivenciado novamente pelos passageiros, como se de um retorno se falasse, igual á viagem que ora se sobe, ora se desce, e somos sempre os mesmos, mas algo modou.

Site-Specific installation
Green Ruber Plates with sentences
Text : Fernando Pessoa’s quotes
Variabel dimensions.

The public intervention for the Ascensor do Lavra (Lavra's Lift) (The Journey) - Lisbon is made of several green rubber plates placed along the benches of the lift. The plaks are engraved with sentences from Fernando Pessoa's poems and some from my own authorship that reflect images, thoughts and ideas about a journey.

The idea of a journey is immediately imposed by the function of the lift and for this reason I propose, with these plates, an introspective, philosophical as well as livable and physical reflection about personal relationships that are created in a Journey. The public/passengers are asked to be themselves the catalyzing agents of the intervention, its trough them that the piece becomes alive.
With the reading of the sentences, the gaze, the actions, these passengers will determine the intervention, creating a venue of collective encounters and identification for the general public. This meeting point is, in this way, emphasized, by the plates and lived by the passengers as if it was a return, equal to the journey that goes up and down (back and forward) and we are always the same, but something has changed.

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